Povos indígenas barram o colapso climático

No Brasil onde a floresta é vista como mercadoria e o solo como propriedade individual, as terras indígenas se mantêm como fortalezas ecológicas contra a destruição predatória. Cada rio protegido, cada árvore preservada, cada ecossistema intacto resulta da resistência dos povos originários que enxergam a terra não como recurso, mas como vida.

Por Camilly Oliveira

No Brasil onde a floresta é vista como mercadoria e o solo como propriedade individual, as terras indígenas se mantêm como fortalezas ecológicas contra a destruição predatória. Cada rio protegido, cada árvore preservada, cada ecossistema intacto resulta da resistência dos povos originários que enxergam a terra não como recurso, mas como vida.

 

 

Estudo do ISA (Instituto Socioambiental) comprova o que sempre foi evidente: onde há presença indígena, há equilíbrio ecológico. Na caatinga, mata atlântica, pampa e pantanal, a preservação nas terras indígenas é 31% maior do que em áreas outras áreas.

 

 

Mesmo sob constantes ameaças, os 223 territórios analisados pelo estudo contiveram parte significativa da degradação. A pampa, sob pressão intensa do agronegócio, já perdeu 62,5% de sua vegetação original, demonstrando que a ausência de proteção acelera a destruição.

 

 

A pesquisa escancara o fato incontestável de que a demora na demarcação empurra a floresta para a extinção. Onde os direitos territoriais são garantidos, a regeneração da vegetação avança e o impacto climático é reduzido. No entanto, invasões, queimadas e violência seguem como armas contra os povos originários e suas terras.