Unidade para conter a extrema direita 

As centrais sindicais realizam, desde 2019, o 1º de Maio de forma unificada. Este ano não será diferente. Afinal a extrema direita ainda exerce grande influência no Congresso Nacional. Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, é necessário “prender Bolsonaro” e viabilizar uma agenda desenvolvimentista para reconstruir o país.

Por Ana Beatriz Leal

Diante do avanço da extrema direita, inconformada com o fracasso da tentativa de golpe de Bolsonaro e a vitória da democracia social nas urnas, além do agravamento da crise capitalista, o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, impõe um desafio ao sindicalismo: amplificar a unidade e a força. 
 

As centrais sindicais realizam, desde 2019, o 1º de Maio de forma unificada. Este ano não será diferente. Afinal a extrema direita ainda exerce grande influência no Congresso Nacional. Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, é necessário “prender Bolsonaro” e viabilizar uma agenda desenvolvimentista para reconstruir o país.
 

Até o dia 1º, as entidades representativas realizam uma série de atividades. Um dos pontos altos é a Plenária da Classe Trabalhadora, em Brasília, em 29 de abril. As centrais vão atualizar a Pauta da Classe Trabalhadora e, depois, farão uma caminhada para entregar o documento ao presidente Lula, e aos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso; e do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Aloysio Corrêa da Veiga.
 

Na base, os trabalhadores reclamam mais prioridade para a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial; fim da carestia; isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil; redução dos juros e mais investimentos para gerar empregos; valorização do salário mínimo; igualdade salarial entre homens e mulheres; aposentadoria digna e valorização do servidor público.