Mulheres refugiadas lideram comunidades pelo Brasil
Estes grupos, além de prestar assistência para as suas comunidades, contribuem para a inserção dos asilados através de interpretação, tradução, atividades culturais e esportivas, além de orientar sobre os direitos e deveres de cada um.
Por Itana Oliveira
Um dos atributos mais notáveis do território brasileiro é a recepção a refugiados que saem de seus países, muitas vezes fugindo de conflitos, fome ou guerras. Em 2023, o número total de desabrigados no Brasil somava mais de 77 mil pessoas, de acordo com o Comitê Nacional para Refugiados. Dentre as 800 mil organizações sociais presentes no país, muitas são lideradas por mulheres exiladas.
Estes grupos, além de prestar assistência para as suas comunidades, contribuem para a inserção dos asilados através de interpretação, tradução, atividades culturais e esportivas, além de orientar sobre os direitos e deveres de cada um.
A comunidade indígena mais antiga da Venezuela no Brasil, o Conselho Warao Ojiduna, localizado em Belém do Pará, tem como missão representar as associações locais e dialogar com a conquista de direitos em todas as instâncias e espaços. No entanto, o Conselho ainda enfrenta desafios, como falta de recursos básicos para o funcionamento da entidade, sede própria e até telefone para as lideranças.
Segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), 20 organizações com lideranças femininas de refugiadas foram mapeadas no país e 14 receberam assistência financeira da organização como forma de fortalecer o projeto. É importante salientar que grande parte destas associações comunitárias acolhem brasileiros em situação de vulnerabilidade.