Reforma do IR e o incremento na economia

Um anseio da sociedade, que ajuda a reduzir as discrepâncias sociais e equilibrar a balança fiscal. A proposta de mudança no Imposto de Renda do governo Lula pode gerar um incremento de R$ 10,3 bilhões no consumo agregado e contribuir para a redução de 1,1% na desigualdade de renda no Brasil.

Por Ana Beatriz Leal

Um anseio da sociedade, que ajuda a reduzir as discrepâncias sociais e equilibrar a balança fiscal. A proposta de mudança no Imposto de Renda do governo Lula pode gerar um incremento de R$ 10,3 bilhões no consumo agregado e contribuir para a redução de 1,1% na desigualdade de renda no Brasil.
 

Os dados são do estudo elaborado por técnicos da Conof (Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira), vinculada ao Congresso Nacional. Além do impacto na economia, a reforma também resultaria em uma redistribuição de recursos equivalente a 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), transferindo renda das classes mais altas para as mais baixas. 
 

Pelo proposto, fica isento de tributação quem recebe até R$ 5 mil por mês e parcialmente quem recebe entre R$ 5 mil e 7 mil. Por outro lado, para compensar a arrecadação, o valor pago por aqueles cuja renda ultrapassa R$ 600 mil por ano vai aumentar de forma gradual. 
 

Se implementada, a medida vai beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas. Somadas às outras 10 milhões já contempladas pelas mudanças no IR realizadas em 2023 e 2024, o número de favorecidos desde o início do governo Lula chega a 20 milhões. 
 

A ideia é que os 141 mil contribuintes mais ricos, ou 0,13% do total, paguem um pouco mais. Assim haverá um equilíbrio maior da balança social. No Brasil, 69,18% dos ganhos da população veem do trabalho e, portanto, tributados. Já 80,73% da renda dos mais ricos provém de fontes isentas. Injusto.