Alzheimer afeta 2,7 milhões de idosos brasileiros
De acordo com o estudo, 8,5% dos idosos brasileiros sofrem com o quadro, o que representa 2,7 milhões de casos, e há expectativa de que este número dobre até 2050.
Por Itana Oliveira
Relatório divulgado pelo governo federal revela que 45% dos casos de Alzheimer podem ser retardados ou evitados. Estima-se que 10 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas por ano com a doença.
De acordo com o estudo, 8,5% dos idosos brasileiros sofrem com o quadro, o que representa 2,7 milhões de casos, e há expectativa de que este número dobre até 2050.
Um fator que deve ser levado em consideração no Brasil é que, em 12 anos, houve um aumento de mais de 50% da terceira idade. A pesquisa ainda mostra que 70% deste grupo depende exclusivamente do SUS.
A faixa etária é o principal fator que leva ao adoecimento, no entanto, condições modificáveis, como baixa escolaridade, perda auditiva, hipertensão, diabetes, tabagismo, depressão, inatividade física e isolamento social devem ser considerados, visto que 70% da população idosa do país dependem exclusivamente do SUS.
Os primeiros sinais costumam se manifestar na fala, com o esquecimento de palavras, pausas excessivas e imprecisões no que é dito. O avanço da doença, no entanto, passa por fases dolorosas, como desatenção desde as funções cotidianas até o esquecimento de familiares próximos e de convivência diária.
O Mal de Alzheimer é uma doença física que faz com que o cérebro perca sua capacidade de controle das ações conscientes, que piora com o tempo. A partir dos 65 anos, as chances de desenvolvimento duplicam a cada cinco anos. Em contrapartida, uma em cada 20 pessoas diagnosticadas têm idade inferior, denominada Alzheimer ‘mais jovem’ ou com início precoce.
O estigma que o quadro carrega também impacta negativamente na vida e socialização dos diagnosticados, familiares e parentes, pois com a evolução do caso, os pacientes se tornam totalmente dependentes dos cuidados de terceiros, aspecto que torna fundamental a criação de políticas públicas que visem incluir e dar suporte a famílias que sofrem com a condição, além da promoção à saúde ao longo da vida, outro fator determinante para o desenvolvimento do Alzheimer.