Marcha do Silêncio, protesto ao arbítrio
Realizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia, a marcha e sairá da praça da Piedade, às 16h, em direção ao Campo da Pólvora, com destino ao Monumento aos Mortos e Desaparecidos Baianos.
Por Itana Oliveira
Em memória aos 61 anos de ditadura civil-militar (1964-1985), no dia 1º de abril ocorrerá a 5° edição da Marcha do Silêncio, caminhada que reúne parentes, amigos e ex-companheiros dos 32 desaparecidos baianos durante o regime de exceção.
Realizada pelo Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia, a marcha e sairá da praça da Piedade, às 16h, em direção ao Campo da Pólvora, com destino ao Monumento aos Mortos e Desaparecidos Baianos. Entre os participantes, militantes e apoiadores da luta por direitos humanos, representantes dos movimentos sociais, especialmente o sindical, além de parlamentares.
Há anos que a Bahia e muitos outros estados realizam a Marcha do Silêncio, sempre no dia 1° de abril, a fim de relembrar as atrocidades da ditadura para que não se repitam. Até hoje nenhum dos militares acusados de crimes contra a humanidade pagaram prestou conta à Justiça.
Com a repercussão internacional do filme “Ainda estou aqui”, as memórias da ditadura brasileira vieram à tona este ano, mostrando ao mundo os horrores vividos no país no governo militar.
A concentração da caminhada começa às 14h30, na Praça da Piedade. Estão convidados todos os que desejam protestar contra a impunidade aos torturadores brasileiros.