Fechamento do Bradesco Camaçari lota a Câmara Municipal
A audiência pública realizada na Câmara dos Vereadores de Camaçari, nesta sexta-feira (04/04), dá a exata dimensão do tamanho da mobilização de diversos setores da sociedade baiana, como o Sindicato dos Bancários da Bahia, comerciantes e população local, contra o fechamento da agência de Camaçari, prevista para acontecer no próximo dia 11.
Por Ana Beatriz Leal
A audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Camaçari, nesta sexta-feira (04/04), dá a exata dimensão do tamanho da mobilização de diversos setores da sociedade, como o Sindicato dos Bancários da Bahia, comerciantes e população local, contra o fechamento da maior das duas agências do Bradesco em funcionamento na cidade, prevista para acontecer no próximo dia 11.
O presidente do Sindicato, Elder Perez, manifestou a preocupação com o encerramento das atividades. O número de clientes atendidos pela unidade chega a 18 mil. Disse ainda que o fechamento da unidade de Camaçari não é um caso isolado.
Pelo contrário. O Bradesco, que lucrou quase R$ 20 bilhões em 2024, fechou mais de 1.300 pontos de atendimento no ano passado. É uma estratégia perversa de um banco rentável, que não passa por crise, mas aposta na redução de postos de trabalho e de agências, penalizando empregados e clientes.
De forma unânime, todos os vereadores manifestaram repúdio à decisão do banco. A audiência, que lotou a Câmara Municipal, contou com as presenças do diretor do Sindicato e membro da COE, Ronaldo Ornelas, de representantes da OAB local, além das presidentas da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andreia Sabino, e do Sindicato dos Bancários de Camaçari, Thaise Mascarenhas. O Bradesco foi convocado, mas não compareceu.
Bancários e sociedade estão revoltados com a decisão do banco, que não se justifica. É o fechamento de uma agência em um polo industrial importante da Bahia, o maior do Nordeste. Camaçari tem o segundo maior da PIB do Estado.
Com o encerramento, o banco também empurra a clientela para os canais digitais, se isentando das responsabilidades, inclusive em relação à segurança bancária.