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[O Banco do Brasil censura a arte brasileira]

O Banco do Brasil censura a arte brasileira

Postado dia: 14/08/2019 - 10:13

O governo Bolsonaro aos poucos vai revelando as reais intenções para o país. O alvo agora é a arte. O presidente disse que não vai admitir filmes como "Bruna Surfistinha" serem financiados com o dinheiro público, nem mesmo qualquer outro que fuja da tradição judaico-cristã do chefe do Estado.


Seguindo os interesses de censura do presidente, o Banco do Brasil divulgou, nesta segunda-feira (12/08), um novo edital para seleção de longa-metragem que receberão investimentos do BB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários) via Lei do Audiovisual. 
 

O formulário de inscrição questiona se a obra tem cunho político ou religioso, se faz referência a crimes e prostituição, ou ainda, se há cenas de nudez. 
 

O que Bolsonaro não sabe é que, o filme "Bruna Surfistinha" gerou um lucro de R$ R$ 16 milhões, trazendo um retorno não só financeiro para o país, como também fomentando a indústria e preservando o patrimônio cultural.
 

Ou seja, apesar de o Estado ser laico, todos devem, obrigatoriamente, assistir apenas o que convém ao chefe do Estado, levando até a arte brasileira a dar um passo para traz, com imposições preconceituosas, machistas e ainda incitando a intolerância e a violência.