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Reforma trabalhista: o que é ruim pode piorar

Postado dia: 06/12/2018 - 10:20

As relações de trabalho estão bem mais precárias no Brasil depois da reforma trabalhista. As modalidades de trabalho legalizadas pela nova lei, como o trabalho intermitente e o teletrabalho, tem feito os brasileiros perderem mais direitos. Agora, por exemplo, é possível contratar sem a garantia do 13º salário, sem férias e FGTS.

E quem pensa que a situação pode melhorar com o governo que inicia em janeiro, está enganado. O presidente eleito Jair Bolsonaro reafirmou nesta semana que é "difícil ser patrão no Brasil", garantindo que vai aprofundar a reforma trabalhista. Ou seja, vem chumbo grosso por aí.

Para piorar, a pressão psicológica gerada com as mudanças impede que os trabalhadores busquem reparação na Justiça. Não é a toa que o volume de ações trabalhistas em todo o país diminuiu em 40%.

De janeiro a setembro de 2017, o número de reclamações foi de 2.013.241. No mesmo período deste ano, os processos caíram consideravelmente, 1.287.208. Isso porque um dos novos pontos da legislação estabelece multa e pagamento dos honorários advocatícios à empresa, caso o trabalhador perca a ação.