Entrevista

Democracia e patrimônio sólido

Postado dia: 30/04/2014 - 15:19

Às vésperas do processo eleitoral que vai definir a próxima diretoria do Sindicato dos Bancários da Bahia, é oportuno apresentar à categoria um breve demonstrativo do que é a entidade hoje, para que as bancárias e bancários baianos tenham conhecimento não apenas do patrimônio imaterial expresso nas lutas, que ocupa cotidianamente as páginas do jornal O Bancário, mas também saibam da estrutura à disposição.
 
Independentemente do resultado do pleito, o mais importante é reafirmar que a principal conquista da categoria é, sem dúvida, o patrimônio democrático expresso na liberdade que o bancário tem de participar de todas as instâncias deliberativas, que tem nas eleições o seu ápice.
 
O Bancário: Muitos bancários não conhecem exatamente qual o patrimônio da categoria, ou não acompanham de perto os investimentos feitos pela gestão. O que você acha importante que todos saibam?
 
Euclides Fagundes: Em primeiro lugar, é preciso destacar a preocupação que temos em prestar o melhor atendimento possível aos associados. Isso, na prática, significa garantir a luta bancária forte, campanhas vigorosas e avançar nas conquistas. É nesse sentido que o Sindicato prioriza totalmente seus investimentos. Mas os bancários e bancárias também precisam saber que contam com uma excelente estrutura física em sua sede, uma gráfica de porte, o Ginásio de Esportes e a Colônia de Férias. São patrimônios sólidos que pertencem a todos, independentemente de quem esteja à frente da diretoria. E os bancários confiam na capacidade administrativa e no zelo que esta diretoria tem em relação aos recursos da entidade.
 
O Bancário: Nesse aspecto patrimonial, que investimentos recentes você destacaria?
 
EF: Quero chamar a atenção para as novas instalações do Departamento Jurídico, que serão inauguradas em breve. O espaço passou por uma reforma completa, foi ampliado, remodelado e vai garantir muito mais conforto no atendimento. Aproveito para convidar a todos para virem conhecer o espaço. No final do ano passado, inauguramos o Centro de Memória Bancária Raymundo Reis, que ocupa extensa área no térreo da nossa sede, e foi estruturado para guardar documentos históricos do Sindicato, revistas, vídeos, jornais, etc. Tudo climatizado e indexado, reforçando o papel de fonte de pesquisa que a entidade já desempenha junto a estudantes e professores. E a categoria deve passar a frequentar o Centro e usufruir deste importante acervo. Também fizemos algumas reformas de atualização na sede e criamos o estúdio para web TV. Além disso, como todos acompanham, segue firme o nosso jornal diário e todas as ferramentas de comunicação.
 
O Bancário: Tudo isso é feito com os recursos das mensalidades?
 
EF: Sem dúvida. Os recursos são garantidos pelos sindicalizados. E é bom ressaltar que há dois anos não cobramos o desconto assistencial após as campanhas salariais. Lembrando que as campanhas têm sido vigorosas e demandam altos investimentos. Mas a administração feita com zelo pelos recursos e competência na gestão tem garantido grandes avanços. O desconto assistencial pode até voltar a ser cobrado, porque os gastos durante a greve são elevados, mas, quando isso for necessário, será discutido democraticamente com o conjunto dos bancários, como é a prática em todas as nossas mobilizações.
 
O Bancário: A campanha salarial é o momento de maior investimento do Sindicato?
 
EF: É sim. No ano passado, além da longa greve, só em Salvador fizemos mais de 200 manifestações na preparação do movimento, com esquetes de teatro, bandinhas de música, também fizemos encontros abrangendo toda a base do interior do Estado. Este ano, pelo interior, já tivemos encontros nas regiões de Paulo Afonso, Guanambí, do Recôncavo e Euclides da Cunha. Sempre com grande participação, reunindo até 100 bancários. E já está no planejamento encontros na Chapada, Alagoinhas e Barreiras. Além das campanhas salariais, existem ações permanentes de mobilização, informação e conscientização sobre saúde, segurança, metas e assédio moral, das quais os bancários participam ativamente, reforçando não apenas o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Sindicato, mas a credibilidade da gestão.