Artigo

O suicídio da Lava Jato

Postado dia: 01/10/2019 - 00:00

Álvaro Gomes*


As declarações de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, aos meios de comunicação de que foi ao Supremo Tribunal Federal Armado e determinado a assassinar o Ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar, é um sintoma de uma sociedade doente e que tem contaminado a população cotidianamente.


Hoje quem está no palácio do planalto utilizou como principal símbolo de sua campanha “arminha com a mão”, inclusive ensinado as crianças a fazerem o mesmo gesto, refletindo aí uma postura violenta e estimulando o assassinato de pessoas.


O clima de ódio espalhado pelo país, alimentado por uma elite preconceituosa, machista, racista, misógina, e “pobrefóbica” está levando o Brasil ao fundo do poço. Temos como resultado, desagregação social, aumento do desemprego, violência, estagnação econômica e o agravamento das condições de vida da população.


A operação Lava Jato, desrespeitando a Constituição Federal, conforme comprova as denúncias do The Intercept, através da Vaza Jato, cometeu uma série de arbitrariedades, inclusive a prisão do ex presidente da República, Lula, sem ter cometido crime.


O principal condutor da Lava Jato, o juiz Sergio Moro, foi recompensado com o cargo de Ministro da Justiça e a promessa de que vai ser indicado para o Supremo Tribunal Federal, com isso defende as propostas do governo Bolsonaro com muita ênfase inclusive o chamado excludente de ilicitude que na realidade é a licença para que  os agentes de segurança possam matar sem nenhuma punição.


Uma outra importante personalidades da Lava Jato o Procurador Rodrigo Janot, depois de afirmar que “ia matar Gilmar e me suicidar”, mostra o grau de deterioração de setores da Justiça no nosso país.


A declaração do ex procurador, alimenta e estimula o nível de violência e de ódio instalado no Brasil, agravado com a operação Lava Jato e alimentado diariamente pelos grandes meios de comunicação. 


A Lava Jato dessa forma, depois de ter cometido muitos “homicídios” comandada pelo ministro Sergio Moro e atingindo inclusive pessoas inocentes, agora com essas declarações do ex procurador da República, Rodrigo Janot, acaba de "se suicidar".


* Álvaro Gomes é diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e presidente do IAPAZ