Artigo

Lula Livre

Postado dia: 09/04/2019 - 00:00

Álvaro Gomes* 

Domingo, dia 7 de abril, completou um ano da prisão de Lula. Segundo o governador do Maranhão, Flavio Dino, que em 1994 foi aprovado em 1º lugar nos concurso de juiz federal e professor de Direito Constitucional, de acordo com a Constituição e as Leis, ninguém pode ser preso pro “atos indeterminados”, sem crime devidamente provado, essa também é a opinião dos mais respeitados juristas do país. Lula está na cadeia sem ter cometido crime, portanto, é um preso político.

O juiz que condenou e determinou a prisão de Lula, impediu que ele fosse eleito presidente da República, já que era o favorito em todas as pesquisas de opinião e viabilizou a vitória de Bolsonaro.  Hoje é um auxiliar fiel do governo federal na pasta de ministro da Justiça.

O golpe contra a democracia que tirou da presidência da República Dilma Rousseff em 2016 e culminou com a prisão de Lula em 2018, foi gestado há muito tempo e teve a ingerência principalmente dos Estados Unidos, para evitar o crescimento do país que, nos governos Lula e Dilma, tinha melhorado a vida da população e se transformado numa referencia internacional. 

Vejamos alguns dados: em 2002, o PIB- Produto Interno Bruto era de 1,48 trilhão, passou para 4,84 trilhões em 2013, a dívida líquida do setor público que era de 60% do PIB em 2002 reduziu para 34% do PIB em 2013. A taxa de desemprego no mesmo período caiu de 12,2 % para 5,4%. A taxa de pobreza que era de 34% em 2002, reduziu para 15% e da extrema pobreza de 15% para 5,2%. Foram 42 milhões de pessoas que saíram da miséria. O Brasil era a 13ª economia do mundo em 2002 e passou a ser a 7ª em 2014.

As elites nacionais e internacionais não se conformaram com a melhoria das condições de vida da nossa população e se unificaram para golpear as conquistas sociais, a democracia e colocar o Brasil na condição de uma nação subserviente aos interesses do grande capital internacional.

Já em 2005, 2006, podíamos observar a gestação do golpe, na Assembleia Legislativa fiz diversos discursos identificando o que estava sendo tramado, já em 7 de junho de 2005 em discurso na Assembleia Legislativa da Bahia  ressaltei:  “É preciso desmascarar as forças reacionárias, conservadoras, aliadas do imperialismo norte-americano, que procuram desestabilizar o governo Lula”, para mim ali estava a parte visível do golpe que se gestava.

Por isso defender a liberdade de Lula significa defender a democracia, a liberdade, a justiça social, o desenvolvimento do nosso país e resistir contra as ideias fascistas, escravocratas defendidas pelo atual governo federal, fruto de um golpe contra o povo.

* Álvaro Gomes é diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e Presidente do IAPAZ