Artigo

O papel da Desenbahia na gestão do governo Rui Costa

Postado dia: 05/06/2018 - 00:00

*Alan Valadares

Até este ano o planejamento estratégico da Desenbahia (2016-2019) tem tido êxitos nos projetos que geram empregos e renda. Foram primordiais os investimentos nos setores de geração de energia para aumentar a produção agrícola, na recuperação de estradas para dinamizar o escoamento de produtos, assim também, houve investimentos nos diversos municípios em saneamento, agricultura familiar, barragens e diversos meios de captação de recursos hídricos. Benefícios fiscais para descentralização das indústrias foram concedidos. O papel da empresa tem sido para além da fomentação de créditos, na organização de cooperativas, elaboração de projetos, na regulamentação de terras produtivas e procura aprofundar estudos sobre os territórios de identidades para o desenvolvimento econômico regional. 

Segundo o Banco Central o patrimônio líquido da Desenbahia até 2017, correspondeu a 573, milhões. E o lucro liquido chegou até 8 milhões no mesmo ano, menos que 2016, no qual alcançou mais de 16 milhões. Ao mesmo tempo, voltou a crescer o número clientes – 18.939. 

Os financiamentos foram direcionados proporcionalmente, no empreendedorismo médio, com alcance em 2017 de 445,5 milhões (78,8%), o de porte pequeno com de 66,8 milhões (11,8%), os grandes empreendimentos obteve 31,9 milhões (5,6%) e o micro 21 milhões (3,7%).

Vale também a análise dos investimentos nas seguintes atividades econômicas entre 2014 a 2017:

•    Não houve investimento em Serviço Industriais de utilidade pública 
•    Na agricultura, pecuária e produção florestal  passou de 89,1 milhões  para 106,9 milhões.
•    Queda na Industria da Transformação, sendo 65,3 milhões para 62,6 mi. 
•    Queda drástica na Construção, sendo 30,3 milhões para 10,6 mi. Esse fator está relacionado muito com a crise financeira e política que muito atingiu as grandes empreiteiras no país. 
•    Na área de Transporte, Armazenamento e Correio, subiu de 30,8 mi para 94,4 mi. 
•    Comércio, Reparação de Veículo Automotores e Motocicleta, um salto de 13,4 mi para 30,4 mi. 

A interiorização e a democratização teve impactos positivos nos municípios com os investimentos em infraestrutura, saneamento básico, drenagem e pavimentação das ruas. O financiamento para prefeituras alcançou R$ 300 milhões em 2017 (cinco vezes maior que 2015 – R$ 60 milhões). Para possibilitar melhor acesso aos créditos, foi promovido Caravanas de Negócios em 47 cidades. Porém, para obter êxito no projeto de desenvolvimento regional e atento a necessidade específica dos territórios de identidade, é importante e essencial a ampliação do número de agências, dos pontos de atendimento presenciais da instituição financeira e contratação de funcionários com a mesma competência dos que já existem. Tal necessidade está na contramão das 60 demissões promovida no final de 2017.  

*Alan Valadares é assessor institucional da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe